Por Maria Valdeilda Psicanalista

“A Humanidade tornou-se masculina e, no entanto, é masculina. O homem define a mulher não em si, mas relativamente a ele; ela não é considerada um ser autônomo. Ela não é senão o que o homem decide que seja; dai dizer-se o “sexo” para dizer que ela se apresenta diante do macho como um ser sexuado: para ele, a fêmea é sexo, logo ela o é absolutamente. A mulher determina-se e diferencia-se em relação ao homem, e não este em relação a ela; a fêmea é o inessencial perante o essencial. O homem é o sujeito, o Absoluto; ela é o Outro”.
A construção de uma nova identidade, sobretudo feminina, mas comum a todos na exigência da liberdade. Simone de Beauvoir (2009).
Analisando os papeis da mulher no contexto social, podemos encontrar diversas facetas da mulher na contemporaneidade. A imagem do feminino se aproxima da imagem do masculino, buscando flertar. Mas o encontro real da mulher se configura no momento em que a mulher, busca encontrar-se com o seu Eu original. Tarefa difícil essa, em que, o nosso mundo social e complexo alterna constantemente.
É na construção dos seus projetos próprios, com todos os perigos e incertezas que eles possam acarretar, temos em questão o fazer, o construir e o modelar na aquisição da sobrevivência do seu passado. Assim uma renovada mudança nos hábitos e, sobretudo nas conquistas valorativas dará um sentido a sua existência. No entanto, um novo modelo de mulher tanto radical como passiva renascendo das cinzas se concluem.
No segundo sexo, Beauvoir (2009), retrata a mulher no seu apocalipse. O mundo (masculino) apropriou-se do (ser homem) e do neutro ser (humano). Considerando a imagem do feminino como uma particularidade negativa, a fêmia.
A mulher é limitada pelo conjunto inteiro do patriarcado. Acreditamos que estas linhas se torne uma nova página ao enxergarmos um novo amanhecer.

Val Psicanalista – 11-2694 9466
Ref. Livro o Segundo Sexo
Simone de Beuvoir (1908-1986)

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